Textos Publicados

Entrevista Dia da Mulher – Beatriz Amaral Frias

Administradora de Empresas, Nutricionista (CRN-3: 82088) e terapeuta nutricional capacitada pelo Instituto de Nutrição Comportamental.

Qual a sua área de atuação e em quais meios realiza atendimento? (redes sociais e endereços de atendimento)

Nutrição & Estilo de Vida. 

Atuo como agente de mudança de comportamento alimentar e estilo de vida, através de Acompanhamento Nutricional mais próximo e individualizado, além de realizar Palestras e Programas em Grupo, com foco em Educação Alimentar e Nutricional.

Atendo em São Paulo, na Vila Madalena (Rua Harmonia, 1323); On-line, de onde estiver; e agora também em Piracicaba, na Av. Independência, 1840. Para conhecer mais sobre o meu trabalho, tenho um site, no qual publico artigos periodicamente (www.beatrizfrias.com.br), e o Instagram, no qual busco trazer sempre alguma dica e inspiração para o dia a dia (@biafriasnutri).

Por que escolheu a nutrição? O que te fez escolher esse caminho?

Tudo começou quando eu estava completando onze anos de idade e iniciei um processo de Reeducação Alimentar, que simplesmente mudou a minha vida! Naquele momento eu me apaixonei por ter um Estilo de Vida Saudável e venho incorporando, diversas experiências e conhecimentos, desde então.

Hoje, busco a cada dia, me capacitar para também poder auxiliar outras pessoas a fazerem esta mudança em suas vidas, a partir de escolhas mais conscientes, de uma forma prazerosa e bem diferente!

Faço isso, atualmente, através de Acompanhamento Nutricional individualizado, no qual construo com o paciente, a quatro mãos, estratégias únicas e personalizadas. As Palestras e Programas em Grupo também são uma forma de orientar as pessoas que estão nesta busca.

Qual o fator mais comum que faz as pessoas buscarem a ajuda de um profissional nutricionista?

Geralmente as pessoas buscam um nutricionista para emagrecer, mas depois de iniciarem o Acompanhamento Nutricional, a maioria se dá conta de que o “emagrecer” é só a ponta do iceberg, na medida em que, existem muitos fatores a serem trabalhados, principalmente em termos comportamentais, para que este emagrecimento conquistado seja efetivamente MANTIDO, no longo prazo, com saúde. 

Neste sentido, a lógica aqui é a inversa. Enquanto o foco é a saúde, o peso é consequência. Até mesmo porque perder peso por si só, não diz muito sobre o estado de saúde, a qual, muitas vezes, pode estar sendo deixada de lado. Intervenções rápidas e imediatistas podem, sim, trazer um resultado mais rápido. Mas em detrimento do que? Até quando ele será mantido? Está aí a verdadeira questão e objetivo de meu trabalho: resultados reais e sustentáveis. 

Restrição ou moderação?

Uma vez que a restrição de certos alimentos ou até mesmo grupos alimentares podem desencadear sérios Transtornos Alimentares, como, por exemplo, o Transtorno da Compulsão Alimentar (TCA); a moderação visa um certo equilíbrio e possibilidade de continuidade, sem necessariamente ser gatilho para os extremos. 

Por isso, eu acredito na moderação, através da INCLUSÃO. Pois, quando incluímos um alimento diferente ou até mesmo uma nova forma de preparo, como alternativa, estamos optando por um alimento, ao invés de pensar em restringir outros, compreende?

De maneira que, quando estou escolhendo comer uma fruta é muito diferente de estar restringindo um bolo, por exemplo. A FORMA que encaramos e tratamos, pode mudar tudo! Aliás, ela faz a diferença em todo o processo de mudança de mentalidade.

Muita gente ainda vê o acompanhamento nutricional apenas relacionado ao emagrecimento. Para além disso, como a nutrição pode ajudar a construir um estilo de vida mais saudável? 

A nutrição é peça fundamental quando se trata de um estilo de vida mais saudável, principalmente quando abordamos as questões alimentares, a partir do comportamento. Até mesmo porque não tem como falarmos sobre uma vida saudável, se tratando única e exclusivamente do que você escolhe para comer, mas deixarmos de lado os motivos pelos quais você escolhe um alimento, a forma que você come…

Porém, hoje estamos tão presos ao nutriente e ao “nutricionismo”, termo criado pelo autor Gyorgy Scrinis, que significa um certo reducionismo do alimento, que acabamos esquecendo de analisar a sua qualidade, grau de processamento, procedência. Enfim, quando temos um olhar mais abrangente do todo que a nutrição pode oferecer e como nossas escolhas impactam a construção de um estilo de vida mais saudável, conquistamos grandes transformações e levamos para a vida!

Poderia listar aqui diversos ítens que frequentemente são citados por pacientes, mas como exemplos deixo aqui alguns: melhora no funcionamento intestinal, pele, sono, treinos e disposição, sintomas pré-menstruais e de humor, isso sem falar nos exames clínicos, como no caso de marcadores de glicemia, colesterol e esteatose hepática. 

No Dia da Mulher, quais alimentos podemos citar como “amigos da mulher”?

Não costumo conferir milagre a nenhum alimento, em específico. Acredito muito mais em um certo padrão alimentar. Entretanto, existem alguns alimentos, que podem sim favorecer a saúde feminina, quando consumidos habitualmente, dentro de um padrão alimentar equilibrado e estilo de vida saudável, como é o caso dos:

Alimentos ricos em ômega-3, como o: salmão, atum e bacalhau e as sementes de chia e linhaça; alimentos fermentados com bactérias “do bem” como é o caso iogurte natural ou kefir e alimentos ricos em proteína vegetal e ferro, como: o tofu e leguminosas em geral.

Bons hábitos alimentares devem ser iniciados na infância? Qual o papel da família deve ter na educação alimentar das crianças e juventude?

Seria o ideal. Não somente o ensinamento, como o exemplo dos pais é de suma importância. Entretanto, hoje em dia, com a grande oferta de alimentos altamente processados, bem como vidas atribuladas, cultura imediatista, falta de acesso, de educação e informação da própria família, estes bons hábitos nem sempre estão presentes.

Aliás, este é meu propósito com os meus serviços de Palestras Empresariais e Programas em Grupo, o “Programa Escolha Alimentar Consciente”, uma vez que, desta forma, posso atuar em um destes pilares e disseminar a Educação Alimentar e Nutricional para mais pessoas, a fim de terem mais consciência e autonomia em suas escolhas. E é muito gratificante, quando percebo a extensão disso tudo, pois elas acabam incorporando e levando os ensinamentos, bem como exemplos para toda a família.

O entendimento sobre a origem dos alimentos pode contribuir com os melhores hábitos alimentares e redução da insegurança alimentar?

Certamente. Quando conhecemos a procedência dos alimentos, como é mais comum no caso dos microprodutores, ou até mesmo pessoas que produzem alimentos artesanais, temos uma maior segurança, quanto à qualidade do que estamos consumindo.

Assim como recomenda o nosso Guia Alimentar para a População Brasileira: “Prefira alimentos in natura e minimamente processados e evite os ultraprocessados.” (em outras palavras: descascar mais e desembalar menos). Mas, infelizmente, nem mesmo este material tão rico e de destaque internacional é compartilhado aqui em nosso país pelos profissionais de saúde, como poderia. 

Hoje existe muito pouco entendimento sobre o que estamos consumindo, principalmente quando tratamos de alimentos embalados. Uma vez que, tivermos mais informação (e acesso) para escolher alimentos mais saudáveis nutricionalmente e adotamos este padrão alimentar como um hábito, certamente teremos – também – uma redução da insegurança alimentar. Mas, para isso, será necessário políticas públicas, em conjunto, principalmente, para incentivar os pequenos produtores. 

Para encerrar, gostaria de enfatizar algum tema?

Para quem me acompanha, sabe que eu sempre falo sobre nossas escolhas e o seu impacto em nossas vidas. É  importante enfatizar que não gosto de abordar isso de uma forma meramente racional e autoritária, muito pelo contrário! Eu acredito em uma forma mais prazerosa, responsável e que faça sentido, o que chamo de ESCOLHA CONSCIENTE. 

Mas, para isso, é necessário um certo CONHECIMENTO sobre a alimentação e – também – um processo de MUDANÇA DE COMPORTAMENTO para que isso seja incorporado como um hábito e estilo de vida.

Daí, entra o meu trabalho tanto com as Palestras e Programas em Grupo, com o intuito desta transmissão de conhecimento; bem como com o Acompanhamento Nutricional, com estratégias únicas de mudança de estilo de vida. 

Vamos juntos nesta busca?

*Entrevista originalmente publicada na pág. 38, do Jornal Folha de Piracicaba, no dia 09 de março de 2025.


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