O ser humano possui uma certa necessidade de pertencer a algo, seja a um grupo político, religioso, do seu esporte favorito, de entidades, de um hobby qualquer, e a ele, se encaixar.
Mas, além de possuir alguns ideais em comum, cada grupo também compartilha hábitos, comportamentos e, consequentemente, um certo padrão alimentar. E então, para ser aceito, você acaba adotando costumes em comum, achando chato algum alimento recusar.
Só é desculpa se for vegetariano, tiver alguma restrição ou doença pré-existente. Mas e se você não está com vontade naquela hora, não pode dizer não, simplesmente?
E, com isso, acaba sendo refém da situação e nem conta se dar. Por achar chato e se importar muito com o que vão pensar. Ou, por ter um paradigma instalado de que é preciso o outro, agradar. Por que precisamos de rótulos para um alimento não aceitar? Pra quê sempre querer fugir e se evitar?
Quantas vezes já comeu um bolo sem estar com vontade, só pra não perder a amizade? Quantas vezes comeu um doce somente porque o grupo todo pediu? Será que era mesmo porque não queria ser diferente ou por que não resistiu?
São tantas opções ofertadas, no mercado, no ifood, no restaurante. Sem falar no status que, muitas vezes, isso também garante. Pode até parecer legal postar tudo isso e achar bacana. Mas é aí que você se engana…
Aproveito, aqui, para uma passagem do livro “MINDSET: A Nova Psicologia do Sucesso” citar: “Reverenciamos o talento nato. Gostamos de pensar em nossos campeões e ídolos como super heróis, que nasceram diferentes de nós.”
Você pode estar aí pensando que este trecho não tem nada a ver com o assunto de comportamento alimentar, mas vou te mostrar como estes temas podem fortemente se relacionar.
Pois, quando se trata de alimentação, sinto que, de alguma forma, quem come de tudo e não engorda é reverenciado. Mas você já parou para se escutar e entender quando ainda tem fome ou quando está saciado?
Pra quê querer comer bastante e não engordar? Não podemos buscar prazer em outro lugar? E, outras formas, inventar? Ou seria mais fácil o esforço do outro, desdenhar? Só porque o estilo de vida em si, não te agrada ou está muito longe da sua rotina, e não quer se empenhar?
Muitos gostariam de ser assim. Comer como se não tivesse um fim. Não mudar, nem sair do lugar. Mas concorda que muito além do peso, isto geraria um imenso mal-estar?
Qual a graça disso? Realmente não vejo sentido. Me desculpe se estou olhando só para o meu umbigo. Mas tenho uma certa história de vida, uma lição. Que aprendi, desde nova, e venho aprimorando, desde então.
Aos poucos, sem desesperar, tudo vai se encaixando no seu devido lugar. Com mudanças gradativas, encontrando seu caminho. Sem precisar provar nada, nem ter medo de ser certinho, de ser excluído do grupo, de ficar sozinho. E quem disse que não podemos tomar nem uma taça de vinho?
Não estou aqui para meu ponto de vista, provar. Mas para te oferecer um outro olhar. De qual forma você quer escolher o seu padrão alimentar?
Beatriz Frias é Administradora de Empresas por formação e Estudante de Nutrição por paixão. Sempre em busca de um estilo de vida mais consciente e saudável, compartilha dicas em seu Instagram @biafriasnutri.
*Texto originalmente publicado no Jornal Folha de Piracicaba, no dia 30 de julho de 2023.
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